As mentiras mais comuns contadas em currículos

O mercado de trabalho tem se tornado um ambiente cada vez mais competitivo e exigindo dos profissionais cada vez mais capacitações e habilidades específicas. Com isso, é crescente o número entre os profissionais de Recursos Humanos (RH) que relatam a identificação de mentiras e inconsistências nos currículos analisados. Para os profissionais dessa área a identificação dessas falhas não é tarefa difícil, principalmente ao considerar que os mesmos não atuam sozinhos, tendo a sua disposição uma equipe qualificada para auxiliar nas análises.

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Apresentar inverdades ou informações que distorcem a realidade, apesar de adotada por muitos, é uma prática que coloca em xeque a imagem e a credibilidade de um profissional no mercado de trabalho. Diante desse cenário atual, é possível listar algumas das mentiras mais comuns em currículos, que os recrutadores e analistas de Recursos Humanos vêm se deparando periodicamente e com uma frequência ascendente.  

Modificação do período trabalhado

É comum que algumas pessoas ao elaborar seu currículo altere o tempo que permaneceu trabalhando em determinada organização. Existem casos em que há o aumento do período trabalhado, como também a diminuição ou mesmo omissão de determinada experiência, sendo essas atitudes justificados pela pessoa por meio dos mais diversos motivos. Um exemplo dessa situação são os jovens profissionais em início de carreira, esses podem aumentar o tempo de um trabalho específica com a intenção de passar uma ideia de maior experiência naquela área ou atividade.

Includir conhecimento em idiomas

Esse sem dúvidas é uma das mentiras mais comuns em currículos, principalmente no que diz respeito ao nível de conhecimento e desenvoltura com o idioma. Não é difícil encontrar alguém com nível básico em inglês e que coloca como nível intermediário no currículo, ou ainda, afirmar que tem o conhecimento básico em determinado idioma apenas por ser semelhante ao seu idioma nativo. É o caso, por exemplo, de alguém que é nativo de língua portuguesa e assume que tem um nível básico na língua espanhola simplesmente pela aparente semelhança entre os dois idiomas.

Aumentar os valores dos salários anteriores

Uma outra mentira comum no processo de admissão em uma nova empresa ou na hora de pleitear uma vaga em processos seletivos é relatar salários superiores aos recebidos de verdade, com o objetivo de alcançar um salário maior no novo emprego. Porém, essa é uma questão que pode se tornar um impedimento a nova contratação, bem como, um ponto desfavorável diante de outros candidatos à vaga pretendida.  

Motivo de desligamento do último emprego

É fato que uma demissão não é vista com bons olhos por novos empregadores, porém muito pior do que isso é descobrir que um futuro funcionário faltou com a verdade antes mesmo de ingressar na organização. A confiança é uma das bases para o bom relacionamento entres todas as partes de uma organização e uma mentira como pode ser facilmente descoberta através de uma simples ligação entre as empresas. Afirmar que pediu demissão de uma empresa, quanto na realidade se foi mandado embora é sem dúvidas uma das mentiras mais comuns em currículos.

Grau de Formação

Nesse ponto podem ser identificados dois tipos principais de mentiras mais comuns em currículos. A primeira diz respeito ao relato de formações para as quais não houve um estudo ou dedicação. A segunda diz respeito a se apresentar como formado através do currículo para os casos em que a formação ainda está em andamento. Com isso, corre-se um sério risco de ser responsável por desempenhar algo fora de seu domínio, ou ainda, ser convidado a comprovar a formação mediante apresentação de certificado de uma instituição de ensino devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Incluir a realização de Cursos complementares

De modo semelhante as faltas quanto a formação, é bastante comum observar em currículos cursos para os quais o candidato não tenha frequência comprovada, em uma tentativa de adequar seu perfil aos requisitos da vaga pretendida. Contudo, nessas situações o candidato estará assumindo os mesmos riscos relatados quanto a mentiras na formação, sendo posto sob responsabilidades paras as quais não possui competência ou se submetendo a uma possível solicitação de certificado correspondente ao curso em questão. 

Omitir o estado civil, a idade e os filhos

Algumas vagas requerem condições específicas para os candidatos, tais como, estado civil, filhos e idade. Omitir alguma dessa informações é comum em alguns casos, no entanto, deve-se ressaltar que em uma eventual contratação, os documentos solicitados podem revelar as inverdades apresentadas no currículo, podendo incorrer em implicações sérias como o cancelamento do processo de contratação.

Acrescentar reconhecimentos e prêmios

O acréscimo de prêmios e reconhecimentos também é algo passível de identificação entre as mentiras mais comuns em currículos. Podem ser citadas situações em que são apontadas premiações ganhas em eventos e competições no qual não se chegou nem as três primeiras colocações, ou ainda, maquiar os fatos para obter reconhecimento indevido em benefício próprio.

Aumentar experiências anteriores

Relatar experiências em empresas renomadas para as quais o indivíduo nunca prestou serviços com a intenção de impressionar os analistas de Recursos Humanos (RH) é uma prática frequente, porém não aconselhável de ser realizada. Essa atitude certamente trará prejuízos a imagem da pessoa que o praticar, não apenas de imediato, bem como, em oportunidades futuras.

Inventar habilidades que não possui 

Assim como as inverdades referentes a domínio de idiomas, o relato de habilidades inexistentes se enquadra entre as mentiras mais comuns em currículos. Em situações como essa é possível que a pessoa compartilhe pontos positivos ou mesmo negativos e que não condizem com a realidade sob a pretensão de se beneficiar ou criar a imagem exata do perfil buscado pela empresa.

Aumentar a responsabilidade exercida em cargos anteriores

Uma outra questão observada é no que diz respeito ao exagerar nas responsabilidades. Isso ocorre no momento em que a pessoa busca jogar sobre si todas as obrigações devidas a realização e sucesso de um projeto, quando na verdade, o resultado obtido foi fruto de um empenho coletivo. Essa é uma situação facilmente identificada pelos recrutadores ao questionar o candidato a cerca de atribuições específicas, uma vez que as chances de se identificar contradições é bastante alta.

Omitir o real cargo exercido

De maneira semelhante ao relato de experiências em empresas renomadas nas quais a pessoa não tenha efetivamente trabalhado, é possível que sejam identificadas inconsistências quanto aos cargos ocupados em determinadas organizações. Sob a justificativa de demonstrar experiência em cargos mais elevados aos quais se almeja, como por exemplo, descrever no currículo que atuou em empresa A como supervisor, quando na realidade o cargo ocupado foi de vendedor ou repositor de estoque.